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Impressões

Caserna encabulada

  • abril 14, 2022
Viagra não serve para tratamento pulmonar, como alega as Forças Armadas (Divulgação/Pfizer)

A publicidade em torno da lista de compras das Forças Armadas criou um clima terrível na caserna. Os excêntricos gastos com Viagra, próteses penianas e medicamento para calvície viralizaram nas redes sociais, dominaram rodas de conversas e deram munição para críticas e até para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aos militares, só restou explicações. A compra de 35 mil comprimidos de sildenafila, foi justificada como estoque para tratamento de hipertensão pulmonar arterial. Só que a fabricante, a Pfizer, informou que o produto adquirido só serve para disfunção erétil. Sobre a aquisição de 60 próteses penianas por R$ 3,5 milhões (R$ 60 mil cada), relatados no Portal da Transparência, o Exército admitiu a compra de apenas três, destinadas a hospitais militares. Não houve explicações oficiais para a compra de Minoxidil e Finasterida, usados para tratamento de calvície.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a compra do Viagra “não é nada”. A oposição apresentou pedido de investigação no Ministério Público, Tribunal de Contas da União – que abriu um processo – e propôs até a CPI do Viagra, sugerida pelo líder do PSB, deputado Bira do Pindaré (MA). A nova revelação vem na esteira da descoberta que, apenas entre janeiro de 2021 e fevereiro deste ano, foram gastos R$ 56 milhões com 1 milhão de quilos de picanha, salmão e filé mignon.

O desgaste fortaleceu o argumento de uma ala militar que sempre foi contrária à proximidade ao governo. Mas, por enquanto, a maioria apoia o presidente e nenhuma providência foi tomada.

Divisão como vocação

Lula foi convidado por Eunício para jantar que mostrou a disposição de parte do MDB em rifar candidatura de Simone Tebet (Reprodução/Instagram/euniciooliveira)

A, digamos, velha guarda do MDB caiu nos braços de Lula. Os caciques de Alagoas, Renan Calheiros e o filho Renanzinho, do Maranhão, José e a filha Roseana Sarney, Pará, Jader e o filho Helder Barbalho, estão prontos para aderir à candidatura de Lula à presidência da República já no primeiro turno. A vontade foi expressa em jantar oferecido ao ex-presidente pelo cacique cearense, Eunício Oliveira, no começo da semana. 

A divisão que pode lhes render a retomada do poder que tiveram até o início do governo Bolsonaro, ignora a tentativa de outra ala do MDB de construir a candidatura da senadora Simone Tebet (MS), que tenta se viabilizar como o nome da cada vez menos crível Terceira Via. Tebet fia-se na palavra do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, e diz ter 14 estados ao seu lado e que 40% dos que se dizem indecisos aguardam o anúncio do nome da Terceira Via, marcado para 18 maio.

Mas Eunício foi claro: “Não queremos um novo Meirelles”, referindo-se ao ex-ministro da Fazenda que na disputa pelo Palácio do Planalto em 2018 teve apenas 1,2% dos votos. Nos tempos em que o MDB dava as cartas no Senado, revezaram-se na presidência Eunício, Renan, Sarney, Jáder e Ramez Tebet, pai de Simone, já falecido.

Bucho e bolso

Com o aval do PT para ter o ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB-SP) como vice, Lula ouviu muito no jantar na casa do ex-senador Eunício Oliveira. Recebeu sugestão para focar a campanha em três eixos: “bucho, bolso e democracia”. Foi um puxão de orelhas por causa de sua fala sobre direito ao aborto, que inflamou a campanha de Jair Bolsonaro. A recomendação, porém, foi ignorada pelo PT, que quer a revogação da reforma Trabalhista aprovada no governo Temer sob aplausos do empresariado.

Bolsonaro, por sua vez, dobra a aposta nas pautas de costumes – chegou a dizer que Lula eleito vai colocar ministros “abortistas” no STF – e no pacote de bondades. Preocupado com as greves dos servidores públicos determinou à equipe econômica a reprogramação de receitas para permitir um aumento linear de 5% a todos os servidores públicos, um gasto calculado de R$ 6 bilhões. 

Cadeira elétrica

Ciro Nogueira ganhou superpoderes para garantir governabilidade a Bolsonaro, mas agora gera desgaste ao governo (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A maldição da cadeira de ministro da Casa Civil assombra Ciro Nogueira com as suspeitas de corrupção no Ministério da Educação. O ocupante do gabinete privilegiado no 4º andar do Palácio do Planalto tem precisado se explicar depois das denúncias contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), feudo de Ciro. Foi o chefe da Casa Civil – e não o ministro da Educação – quem indicou Marcelo Lopes da Ponte, seu ex-chefe de gabinete, para presidir o FNDE. 

As denúncias, que começaram com um gabinete paralelo de pastores com prestígio para indicar o destino de recursos públicos, culminaram com tentativa de compra superfaturada de ônibus escolar, caminhões frigoríficos enviados prioritariamente a municípios comandados por prefeitos do PP – partido de Ciro Nogueira – e escolas “fakes”, anunciadas sem que haja recursos para construí-las.

A oposição corre atrás de assinaturas para abrir uma CPI no Senado. O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, rompido com Jair Bolsonaro, jogou combustível na fogueira ao dizer que recebeu ordem para entregar o FNDE ao Centrão. Como reação, a base governista colhe assinaturas para apurar obras paradas durante os governos do PT e de Michel Temer. Além disso, o Palácio do Planalto determinou sigilo de 100 anos para as visitas de pastores ao presidente.

Não há constrangimento no núcleo do governo de rifar Ciro Nogueira do cargo caso as denúncias comprometam o discurso de que não há corrupção no atual mandato. Ciro, neste caso, se juntaria ao rol de chefes da Casa Civil que caíram para amenizar crises: José Dirceu, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Aloizio Mercadante e Eliseu Padilha, além de Henrique Hargreaves.

Volta das comissões

As comissões debatem os projetos que, em 80% dos casos são aprovados sem passar pelo plenário da Câmara (Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Sem funcionar este ano por causa das negociações em torno da janela partidária – que permitiu a 160 dos 513 deputados mudar de partido ao longo de março -, as comissões temáticas da Câmara serão instaladas na próxima semana. Cada colegiado fará eleições próprias para escolher o presidente, mas a divisão dos cargos foi feita por acordo, respeitando as bancadas eleitas em 2018, e não a nova formação. Por isso, o PL, que formou a maior bancada com 79 integrantes, não ficará com a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa.

O União Brasil, fusão do PSL com o DEM, valeu-se do direito do PSL, que elegeu a maior bancada quatro anos atrás, e garantiu a cadeira mais a presidência da Comissão de Orçamento. O PL, novo partido do presidente Jair Bolsonaro, também queria a Comissão de Relações Exteriores, mas o PSDB conseguiu manter o comando. Consideradas líderes bolsonaristas, Bia Kicis (PL/DF) deixa a CCJ e Carla Zambelli (PL/SP), a Comissão de Meio Ambiente. A oposição ficou com Cultura, Direitos Humanos e Minorias e Trabalho, Administração e Serviço Público.

Veja alguns postulantes ao comando das 27 comissões temáticas:

ComissãoIndicados
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA Arthur Oliveira Maia (UNIÃO/BA) ou Juscelino Filho (UNIÃO/MA)
FINANÇAS E TRIBUTAÇÃOMarco Bertaiolli (PSD/SP)
EDUCAÇÃOGeneral Petterneli (UNIÃO/SP)
AGRICULTURAGiacobo (PL/PR)
RELAÇÕES EXTERIORESPedro Vilela (PSDB/AL)
MINAS E ENERGIAFábio Schiochet (UNIÃO/SC)
SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIAPedro Westphalen (PP/RS) ou Pinheirinho (PP/MG)
COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOSKim Kataguiri (UNIÃO/SP)
MEIO AMBIENTESidney Leite (PSD/AM)
VIAÇÃO E TRANSPORTESGutemberg Reis (MDB/RJ)
DEFESA DO CONSUMIDORSilvio Costa Filho (REPUBLICANOS/PE)
TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICOLeônidas Cristino (PDT/CE)
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